Archives par mot-clé : 1893

Ocaso no mar – Coucher de Soleil en mer – Poema de João da Cruz e Sousa – Poème de Cruz e Sousa (Missal – 1893)

*

Traduction Jacky Lavauzelle João da Cruz e Sousa

João da Cruz e Sousa Traduction Jacky Lavauzelle Literatura Brasileira




Traduction du Brésilien Jacky Lavauzelle
João da Cruz e Sousa


João da Cruz e Sousa
poète brésilien

Dante Negro – Cisne Negro




 Obra Poética 





 

João da Cruz e Sousa
Ocaso no mar
COUCHER DE SOLEIL EN MER
(Missal – 1893)

 

Traduction Jacky Lavauzelle

 

******




*

traduction Jacky Lavauzelle
(photo J Lavauzelle)

Num fulgor d’ouro velho o sol tranqüilamente desce para o ocaso, no limite extremo do mar, d’águas calmas, serenas, dum espesso verde pesado, glauco, num tom de bronze.
Dans une lueur de vieil or, le soleil descend tranquillement pour un coucher à la limite extrême de la mer, sur des eaux calmes, sereines, d’un épais et pesant vert, glauque, d’un ton de bronze.

No céu, de um desmaiado azul, ainda claro, há uma doce suavidade astral e religiosa.
Au ciel, d’un bleu pâle, toujours clair,  une suave douceur astrale et religieuse.

Às derradeiras cintilações doiradas do nobre Astro do dia, os navios, com o maravilhoso aspecto das mastreações, na quietação das ondas, parecem estar em êxtase na tarde.
Aux dernières lueurs scintillantes du noble Astre du jour, les navires, avec l’aspect merveilleux du gréement, dans le calme des vagues, paraissent extatiques en cet après-midi.

Num esmalte de gravura, os mastros, com as vergas altas lembrando, na distância, esguios caracteres de música, pautam o fundo do horizonte límpido.
Dans un émail de gravure, les mâts, avec leurs hautes verges rappellent, au loin, de minces caractères de musique guidant le fond du clair horizon.

Os navios, assim armados, com a mastreação, as vergas dispostas por essa forma, estão como a fazer-se de vela, prontos a arrancar do porto.
Les navires, ainsi armés, avec le gréement, les verges ainsi disposées, sont comme des voiliers prêts enfin à sortir du port.

Um ritmo indefinível, como a errante etereal expressão das forças originais e virgens, inefavelmente desce, na tarde que finda, por entre a nitidez já indecisa dos mastros…
Un rythme indéfinissable, comme une vagabonde et éthérée expression des forces originelles et vierges, descend ineffablement, dans cet après-midi finissant, à travers des mâts déjà moins perceptibles …

Em pouco as sombras densas envolvem gradativamente o horizonte em torno, a vastidão das vagas.
Les ombres denses finissent d’envelopper progressivement l’horizon, l’immensité des vagues.

Começa, então, no alto e profundo firmamento silencioso, o brilho frio e fino, aristocrático das estrelas.
Puis, alors, du haut et profond firmament silencieux, la lueur froide et fine, la lueur aristocratique des étoiles.

Surgindo através de tufos escuros de folhagem, além, nos cimos montanhosos, uma lua amarela, de face chara de chim, verte um óleo luminoso e dormente em toda a amplidão dapaisagem.
S’élevant à travers des touffes de feuillage sombres, et sur les hauteurs montagneuses, une lune jaune répand une huile lumineuse et apaisée à travers l’immensité du paysage.

******

*

Traduction Jacky Lavauzelle João da Cruz e Sousa

João da Cruz e Sousa Traduction Jacky Lavauzelle Literatura Brasileira

Siderações -Poemas – SIDERATIONS -Poème – João da Cruz e Sousa – 1893

*

Traduction Jacky Lavauzelle João da Cruz e Sousa

João da Cruz e Sousa Traduction Jacky Lavauzelle Literatura Brasileira




Traduction du Brésilien Jacky Lavauzelle
João da Cruz e Sousa


João da Cruz e Sousa
poète brésilien

Dante Negro – Cisne Negro




 Obra Poética 





 

João da Cruz e Sousa
Siderações
Sidération
(Broquéis – 1893)

 

Traduction Jacky Lavauzelle

 

******




*

Traduction Jacky Lavauzelle Siderações -Poemas - SIDERATIONS -Poème - João da Cruz e Sousa - 1893

Para as Estrelas de cristais gelados
Pour les étoiles de cristaux glacés
  As ânsias e os desejos vão subindo,
Les envies et les désirs croissent,
Galgando azuis e siderais noivados
Les bleus engagements sidéraux galopent
De nuvens brancas a amplidão vestindo…
Sur de blancs nuages blancs en extension…

*

 Num cortejo de cânticos alados
Dans un cortège de chansons ailées
  Os arcanjos, as cítaras ferindo,
Les archanges, les harpes blessantes,
Passam, das vestes nos troféus prateados,
Passent, des robes dans les trophées d’argent,
  As asas de ouro finamente abrindo…
Leurs ailes d’or s’ouvrent délicatement…

*

 Dos etéreos turíbulos de neve
Des encensoirs éthérés de neige
 Claro incenso aromal, límpido e leve,
Clair encens aromatique, limpide et léger,
Ondas nevoentas de Visões levanta…
Ondes brumeuses de Visions se soulevant …

*

 E as ânsias e os desejos infinitos
Et les envies et les désirs infinis
Vão com os arcanjos formulando ritos 
Partent avec les archanges formulant des rites
  Da Eternidade que nos Astros canta…
De l’Eternité qui chante dans les Astres …

******

*

Traduction Jacky Lavauzelle João da Cruz e Sousa

João da Cruz e Sousa Traduction Jacky Lavauzelle Literatura Brasileira

POEMAS João da Cruz e Sousa – Poésie de Cruz e Sousa

*

Traduction Jacky Lavauzelle João da Cruz e Sousa

João da Cruz e Sousa Traduction Jacky Lavauzelle Literatura Brasileira




Traduction du Brésilien Jacky Lavauzelle
João da Cruz e Sousa


João da Cruz e Sousa
poète brésilien

Dante Negro – Cisne Negro




 Obra Poética 





 

João da Cruz e Sousa
POEMAS
POEMES

 

Traduction Jacky Lavauzelle

 

******

HUMILIDADE SECRETA
HUMILITE SECRETE
1900

Fico parado, em êxtase suspenso,
Je reste immobile, en suspens extatique,
  Às vezes, quando vou considerando
Parfois, quand je considère

*

DIVINA
DIVINE
1900

Eu não busco saber o inevitável
Je ne cherche pas à connaître l’inévitable
Das espirais da tua vi matéria.
Des spirales de ta vie matérielle.

**




**

Visão
VISION
1900

Noiva de Satanás, Arte maldita,
Epouse de Satan, Art maudit,
Mago Fruto letal e proibido,
 Fruit mortel magique et interdit,

**

O SONETO
LE SONNET
1905

Nas formas voluptuosas o Soneto
Des formes voluptueuses, le Sonnet
Tem fascinante, cálida fragrância
A cette douce et fascinante fragrance

Traduction Jacky Lavauzelle

**
DE ALMA EM ALMA
D’ÂME EN ÂME
1905

Tu andas de alma em alma errando, errando,
Errant, tu marches d’âme en âme, errant,
Como de santuario em santuario.
Comme de sanctuaire en sanctuaire.

**

Dilacerações
Déchirements

Ó carnes que eu amei sangrentamente,
Ô chairs que j’aimais ensanglantées,
  ó volúpias letais e dolorosas,
O voluptés mortelles et douloureuses,

*

Siderações
Sidérations
1893

Para as Estrelas de cristais gelados
Pour les étoiles de cristaux glacés
  As ânsias e os desejos vão subindo,
Les envies et les désirs croissent,

*

OCASO NO MAR
COUCHER DE SOLEIL EN MER
1893

Num fulgor d’ouro velho o sol tranqüilamente desce para o ocaso, no limite extremo do mar, d’águas calmas, serenas, dum espesso verde pesado, glauco, num tom de bronze.
Dans une lueur de vieil or, le soleil descend tranquillement pour un coucher à la limite extrême de la mer, sur des eaux calmes, sereines, d’un épais et pesant vert, glauque, d’un ton de bronze.

****

O simbolismo no Brasil

« No Brasil, a lírica simbolista sente diretamente as influências da França, sem passar pela experiência portuguesa, como aconteceu nas escolas literárias anteriores. Em 1891, um grupo de poetas do Rio de Janeiro, reunido em torno da Folha Popular, introduz a nova moda poética. Entre eles se destaca a figura de João da Cruz e Sousa (1861–1897). Podemos distinguir duas fases no seu itinerário poético: com a publicação de Missal e Broquéis (1893), Cruz e Sousa imita o gosto baudelairiano pelo erotismo e o satanismo; mais tarde, na fase da maturidade, ele repudia a atitude decadente, estranha à realidade brasileira, enveredando pelo filão do lirismo metafísico, místico, religioso. Simbolista mais fecundo é o mineiro Alphonsus de Guimaraens (1870–1921). Ele soube conciliar o anseio de transcendência, característica essencial do Simbolismo, com a sua fé católica, sublimizando o esoterismo no cristianismo. Usando com uma certa parcimônia as inovações técnicas da estética simbolista — rimas internas, aliterações, assonâncias, extrema preocupação com o ritmo do verso, léxico requintado, frouxidão sintática, metáfora sinestética —, Guimaraens constrói uma poesia altamente melódica. Antológico é o seu poema Ismália, onde a « Lua », a « torre », a « loucura » são símbolos da alma humana, dividida entre o mundo da realidade, da sombra, e o mundo do sonho, da verdade transcendental. »

Dicionário de Cultura Básica por Salvatore D’ Onofrio
Simbolismo
Symbolisme

**

Cruz e Sousa & Alphonsus Guimaraens
LA LITTERATURE SYMBOLISTE AU BRESIL

Au Brésil, les symbolistes tirent directement leurs influences de la France, sans passer par une expérience portugaise, comme cela est arrivé dans les écoles littéraires précédentes. En 1891, un groupe de poètes de Rio de Janeiro, se réunissent autour de la Folha Popular, la « Feuille Populaire », qui représente cette nouvelle mode poétique. Parmi eux se trouve la figure de João da Cruz e Sousa (1861-1897). On peut distinguer deux phases dans son parcours poétique : avec la publication du Missal et Broquéis (1893), Cruz e Sousa imite le goût baudelairien pour l’érotisme et le satanisme ; plus tard, dans sa maturité, il répudiera cette attitude décadente, étrangère à la réalité brésilienne en se lançant dans un lyrisme métaphysique, mystique, religieux.
Un symbolisme plus fécond se retrouve chez Alphonsus Guimaraens (1870-1921). Il savait concilier la transcendance du désir, caractéristique essentielle du symbolisme, avec sa foi catholique, en sublimant l’ésotérisme dans le christianisme. Il utilisa certaines innovations techniques de l’esthétique symboliste : rime interne, allitération, assonance, extrême préoccupation au rythme des vers, lexique raffiné, le laxisme syntaxique, métaphore synesthésique – Guimaraens construit une poésie très mélodique. Anthologique est son poème Ismaïlia, où la « Lua« , la « torre« , la « loucura » (« Lune », la « tour », la « folie ») sont des symboles de l’âme humaine, séparant monde de la réalité, obscur, et le monde du rêve, de la vérité transcendantale.
Dictionnaire de la culture de base par Salvatore D ‘Onofrio
Symbolisme

Trad. (JL) du texte de Salvatore D’ Onofrio

*****

POEMAS  João da Cruz e Sousa
Poésie de Cruz e Sousa

*

Traduction Jacky Lavauzelle João da Cruz e Sousa

João da Cruz e Sousa Traduction Jacky Lavauzelle Literatura Brasileira

LA FLÛTE DES VERTEBRES de MAÏAKOVSKI – Le Prologue – Флейта-позвоночник

Флейта-позвоночник

LA FLÛTE DES VERTEBRES DE MAÏAKOVSKI


русский поэт- Poète Russe
русская литература
Littérature Russe
 

 





 

Владимир Владимирович Маяковский
Vladimir Maïakovski

1893-1930

TRADUCTION JACKY LAVAUZELLE
стихотворение Лермонтова

 




 Poème de Vladimir Maïakovski

LA FLÛTE DE VERTEBRES
Флейта-позвоночник
1915
PROLOGUE – пролог

**

За всех вас,
A vous toutes,
которые нравились или нравятся,
qui aiment ou qui avez aimé,
хранимых иконами у души в пещере,
Icônes stockées dans une caverne de l’âme,
как чашу вина в застольной здравице,
Comme une coupe de vin à boire lors d’un toast,
подъемлю стихами наполненный череп.
Je lève mes vers au fond de ce crâne.



Все чаще думаю –
De plus en plus, je pense –
не поставить ли лучше
Que le mieux serait de placer
точку пули в своем конце.
Une balle à la fin.
Сегодня я
Aujourd’hui,
на всякий случай
Juste au cas où,
даю прощальный концерт.
Je donne un concert d’adieu.



 

Память!
Mémoire !
Собери у мозга в зале
Recueille dans la pièce du cerveau
любимых неисчерпаемые очереди.
Une file inépuisable d’amantes.
Смех из глаз в глаза лей.
Que le rire baignent les yeux.
Былыми свадьбами ночь ряди.
Que la nuit s’embellisse de nos hymens passés.
Из тела в тело веселье лейте.
Que de corps en corps la joie circule.
Пусть не забудется ночь никем.
Que ne soit jamais oublié cette nuit.
Я сегодня буду играть на флейте.
Aujourd’hui, je vais jouer de la flûte.
На собственном позвоночнике.
Sur ma propre colonne vertébrale.



 




*******

Poème de Vladimir Maïakovski
LA FLÛTE DES VERTEBRES
PROLOGUE
1915




LA FLÛTE DES VERTEBRES DE MAÏAKOVSKI

PASSION DE MAÏAKOVSKI (1917) Страсти Маяковского (Владимир Владимирович Маяковский)

Маяковский поэма
Страсти Маяковского

PASSION DE MAÏAKOVSKI


русский поэт- Poète Russe
русская литература
Littérature Russe
 

 





 

Владимир Владимирович Маяковский
Vladimir Maïakovski

1893-1930

TRADUCTION JACKY LAVAUZELLE
стихотворение Лермонтова

 




 Poème de Vladimir Maïakovski

Страсти Маяковского
La Passion de Maïakovki
1917

**

 Слышите?
Entendez-vous ?
Слышите лошажье ржанье?
Entendez-vous hennir les montures ?
Слышите?
Entendez-vous ?
Слышите вопли автомобильи?
Entendez-vous les crissements des voitures ?
Это идут,
Voilà
идут горожане
Les citoyens
выкупаться в Его обилии.
Qui se baignent dans Son abondance.

Разлив людей.
Une foule qui se déverse.
Затерся в люд,
Une foule qui m’étouffe,
расстроенный и хлюпкий.
Frustrée et visqueuse.
Хватаюсь за уздцы.
Je tends les rênes.
Ловлю
Je pêche
за фалды и за юбки.
Les basques et les jupes.


Что это?
Qui est-ce ?
Ты?
Est-ce toi ?
Туда же ведома?!
Tu sembles désinvoltes ?!
В святошестве изолгалась!
Désinvolture blasphématrice !
Как красный фонарь у публичного дома,
Comme la lumière rouge d’un bordel,
кровав
Se colorent
налившийся глаз.
Mes yeux irrigués.

Зачем тебе?
Pourquoi es-tu ici ?
Остановись!
Stop !
Я знаю радость слаже!
Je sais de plus douces joies !
Надменно лес ресниц навис.
Des forêts de cils hautainement suspendus.
Остановись!
Stop !
Ушла уже…
Elle est déjà emportée …



 

Там, возносясь над головами, Он.
Là-bas, s’élevant au-dessus des têtes, le voici.

Череп блестит,
Crâne scintillant,
хоть надень его на ноги,
A s’en même mettre sur ses pieds !
безволосый,
Sans un poil sur le caillou
весь рассиялся в лоске.
Tout brille en lui.
Только
Seulement
у пальца безымянного
Sur l’annulaire
  на последней фаланге
Sur la dernière phalange
 три
Trois
 из-под бриллианта –
– à côté des brillants-
выщетинились волосики.
Poils hirsutes.



Вижу – подошла.
Je vois – elle s’approche.
Склонилась руке.
Elle attrape sa main.
Губы волосикам,
Puis approche ses lèvres des trois poils,
шепчут над ними они,
Qui chuchotent sur chacun d’eux,
   « Флейточкой » называют один,
« Ma belle flûte » pour l’un,
« Облачком » – другой,
« Mon petit nuage » – pour l’autre,
 третий – сияньем неведомым
Au troisième – un éclat inconnu
 какого-то,
Pour lequel,
только что
Je viens juste
 мною творимого имени.
De lui donner un nom.




*******

Poème de Vladimir Maïakovski
PASSION DE MAÏAKOVSKI
Страсти Маяковского




PASSION DE MAÏAKOVSKI

DISCOURS DE SALERNE de GEORGES CLEMENCEAU 1893

Georges CLEMENCEAU




Discours de Salerne
1893

***

discours-de-salerne-georges-clemenceau-artgitatoGeorges Clemenceau
28 septembre 1841-Mouilleron-en-Pareds (Vendée) – 24 novembre 1929 Paris




 

Source : Duroselle pages 291 ff

« Mes chers concitoyens,

« Après une longue épreuve, je me présente devant vous. C’est le sort des hommes politiques – je parle des hommes de combat – d’être exposés à toutes les surprises, à tous les attentats.

« Autrefois on les assassinait ; c’était l’âge d’or. Aujourd’hui, contre eux l’entreprise réputée infâme paraît légitime ; contre eux le mensonge est vrai ; la calomnie, louange ; la trahison, loyauté.

« Dans une démocratie où tous les appétits, tous les intérêts, toutes les passions sont publiquement aux prises, quoi de plus tentant que de profiter sans scrupules de tous les incidents pour chercher à troubler l’opinion par les attaques personnelles les plus violentes ? Et tous ceux qu’on aura pu redouter un jour seront exposés à subir ce qu’auront accumulé de sentiments inavouables, les appétits inassouvis, les intérêts menacés, les espérances trompées, les ambitions déçues. (Mouvements.)

« J’ai lu que c’était un honneur d’être le point de mire de telles attaques, un honneur redoutable, qu’on ne peut affronter que cuirassé de haute indifférence, capable d’endurer tout sans défaillir, et toujours face à l’ennemi, jusqu’à ce que la fortune se lasse et fasse honte aux hommes.

« Attaqué de tous les côtés à la fois, insulté, vilipendé, lâché, renié ; sous les accusations les plus infamantes, je n’ai pas faibli ; et me voici debout, devant vous pour qui j’ai subi ces outrages, prêt à vous rendre des comptes. (Applaudissements)

« Je ne vous ai jusqu’ici jamais parlé de moi. Après plus de six mois d’attaques quotidiennes, qu’il me soit permis, pour cette fois, de me mettre en cause.

« Depuis plus de trente ans, je suis un républicain de bataille.

« En 1862, étudiant, j’étais en prison pour la République.

« Depuis lors, fidèle à mon parti, je suis resté dans la mêlée, sans repos, sans trêve, m’efforçant de régler l’ardeur des uns, pressant, encourageant les autres, toujours montrant l’ennemi et criant : en avant !




« Maire de Paris pendant le siège, député à Bordeaux et à Versailles, président du Conseil municipal de Paris, de nouveau député depuis 1876, j’ai, suivant mes moyens, servi publiquement la cause du peuple. Contre les monarchistes, les cléricaux, les réactionnaires de tous noms et de tous déguisements, au grand jour, sous les yeux du pays, bien ou mal, heureux ou malheureux, j’ai combattu.

« Sans doute, pour le triomphe de nos idées communes, fort de l’assentiment de mes commettants, vigoureusement secondé par mes amis, j’ai dû livrer plus d’un combat à ses républicains ; à des républicains qui étaient les plus nombreux, les plus forts et – j’en puis témoigner – de leur côté très ardents contre nous. (Applaudissements)

« Le parti républicain peut-il se soustraire à ce qui est la vie même de l’humanité, la lutte entre l’esprit de stabilité, de conservation, et l’esprit d’évolution, de réforme, de progrès ? Dans notre parti commun, pour la réformation politique et sociale, nous avons donc obstinément bataillé, tous solidaires, vous mes commettants, moi votre mandataire.

« Mais ce que j’ai le droit de dire aujourd’hui sans craindre un démenti, c’est que, étranger à la politique d’insultes et de haine, j’ai combattu les idées, non les personnes, ; c’est que, en lutte avec des républicains, j’ai toujours respecté mon parti ; c’est que, au plus fort de la bataille, ne perdant jamais de vue le but commun, j’ai conclu toujours par un appel à la solidarité commune contre l’ennemi commun ; c’est qu’enfin, attaqué, injurié, calomnié par certains républicains, et pouvant parfois user de mortelles représailles, je ne l’ai pas fait.

« Il est vrai, j’ai renversé des ministères. Des personnages plus ou moins désintéressés me le reprochent souvent.

« Ce qu’on ne dit pas. c’est que les modérés ont, à travers tout, sous des noms divers, maintenu les mêmes hommes et la même politique d’atermoiement. Ce qu’on ne dit pas, c’est que rencontrant un cabinet radical, les modérés ne se sont pas fait faute de s’unir à la droite pour le renverser. Ainsi se retourne contre eux un de leurs principaux griefs contre nous.

« Ces rencontres de partis opposés sont toute l’histoire du régime parlementaire. On me reproche à la fois d’avoir été opposant systématique et gouvernement occulte. L’une des accusations détruit manifestement l’autre. Toujours en minorité, je n’ai jamais refusé le pouvoir parce qu’on ne me l’a jamais offert, sauf quand il était inacceptable, au moment où M. Grévy allait quitter l’Élysée. (Applaudissements)

« J’ai fondé un journal pour servir la politique de réformes. Notre plate-forme, c’était la République par l’application de ce qui a constitué notre parti : le vieux programme républicain. Développer l’action du suffrage universel, accroître son efficacité par la plus large diffusion de l’instruction à tous les degrés ; mieux repartir les charges publiques ; débarrasser l’individu des vieilles entraves monarchiques qui l’enserrent. Vis-à-vis de l’Église, la liberté de conscience, la sécularisation de l’État. Dans le domaine économique et social, rechercher le principe par où se résume tout le programme républicain : la Justice. (Longs applaudissements. Bravo !) Enfin, pour refaire la France vaincue, ne pas gaspiller son sang et son or dans des expéditions sans profit. Voilà ce qu’on a osé appeler une politique antipatriotique. (Applaudissements prolongés)

« Qu’on ouvre le journal depuis quinze ans, on n’y trouvera pas autre chose. (Oui, oui. Bravo ! bravo !)
« Contre moi, j’ai l’orgueil de dire que la meute a donné toute entière d’une rage inouïe. Ce fut une belle chasse, longue et pourtant endiablée, où nul ne s’épargna, ni les valets, ni les chiens. Il n’y manqua que l’hallali trop tôt sonnée. (Acclamations. — Applaudissements. — Vive Clemenceau !)

« Prenant prétexte de tout, dénaturant tout, mentant, calomniant, faisant des faux, toute une bande accusatrice se leva d’un seul coup contre moi.

« On réveilla tout, on fouilla ma vie, on n’épargna rien.

« J’avais assassiné Lecomte et Clément Thomas.

« Le bureau de poste installé dans la maison que j’habite payait mon loyer.

« Il y a quelques semaines encore, j’ai lu dans un journal que j’avais une loge à l’Opéra, que je dépensais 200 000 francs par an et que c’était le budget qui payait tout cela. Un aventurier bien connu ou plutôt mal connu dans le Var, où le jury de la cour d’assises lui a dit son fait, a trouvé plus rond de fixer à 400 000 francs le chiffre de mes dépenses annuelles.

« Alors que ma vie est au grand jour et que je défie qu’on y trouve d’autre luxe qu’un cheval de selle, dont la pension est de 5 francs par jour, pendant neuf mois, et une action de chasse qui ne me revient pas à 500 francs… (Applaudissements), j’avais fait obtenir un avancement inouï dans la légion d’honneur à M. Cornelius Herz. Je l’avais aidé dans ses entreprises. Je défiai qu’on apportât une seule preuve à l’appui de ces dires, on n’a jamais essayé.

« M. Cornelius Herz était un espion, et par conséquent j’étais son complice. De preuve ou de commencement de preuve, pas de trace.

« J’avais extorqué à M. de Lesseps des sommes fantastiques. Toute la presse de la compagnie de Panama vécut de cela pendant de longues semaines. Cinq minutes de témoignages devant la cour d’assises et, de l’aveu de M. de Lesseps, il restait de cela néant. À ce point qu’après tant d’accusations si diverses et si passionnées, mon nom n’est même pas prononcé dans le rapport de la commission d’enquête.

« Aujourd’hui, je dirai devant vous ce que je n’ai pas voulu dire pour me défendre : c’est que M. Charles Bal m’ayant offert des parts de syndicat, j’ai refusé. C’est qu’un personnage autorisé m’ayant offert 50 000 francs pour La Justice, en dehors de la publicité régulière, j’ai refusé. Voilà l’homme accusé de vénalité par les vendus ! (Tonnerre d’applaudissements.)

« Tout ceci je puis le prouver.

« Mais il s’agissait bien de preuves.

« Un membre de la commission d’enquête donnait aux journaux une note indiquant que j’avais touché un chèque de 100 000 francs de la Compagnie de Panama. Le même enquêteur en faisait discrètement confidence à un député que je pourrais nommer. Quand les journaux s’en furent donnés à cœur joie, le même homme, interrogé par un de mes amis, répondit qu’il y avait eu erreur. Mais il ne donna pas de note aux journaux pour démentir sa note précédente. C’est l’histoire du fameux chèque Marot dont le seul tort est de n’avoir jamais existé. Il y a quelques jours à peine un journaliste-député faisait allusion à cette histoire, en ayant soin de brouiller tout, pour émettre avec plus d’aise un doute discret. Et puis j’avais reçu des millions de M. Cornelius Herz. Était-ce trois, était-ce cinq ? On ne savait pas bien. Plutôt cinq que trois. (Rires.)

« L’argent était-il entré dans la caisse du journal ? On l’avait affirmé d’abord, mais la comptabilité étant là, on ne put le soutenir longtemps. Ce fut alors à mon profit personnel que j’avais touché cette somme.

« Je monte à la tribune, j’offre mes livres, ceux de mon journal. «  On pense bien qu’ils sont en règle  », répond naïvement l’accusateur.

« Que me reste-il à établir ? Qu’il n’y a pas trace de ces millions dans ma vie. Rien n’est si facile.

« Quand j’ai connu M. Cornelius Herz, il n’était pas millionnaire. Quand il l’est devenu, la comptabilité du journal établit :

« 1. Que La Justice est restée dans une situation précaire ; à certains moments, très difficile ;

« 2. Que j’ai contracté, pour la soutenir, des engagements personnels dont je n’ai pu encore me libérer, et qui seraient lourds pour moi au jour de la liquidation.

« Parlerai-je de ma situation personnelle ?

« J’ai réglé mes dettes de jeunesse par un emprunt chez un notaire de Nantes. On peut y aller voir, la dette subsiste encore. Où sont les millions ? (Applaudissements.)

« J’ai marié ma fille sans dot. Où sont les millions ? (Applaudissements.)

« Je suis installé depuis six ans dans mon domicile actuel. Le marchand de meuble et le tapissier ont été peu à peu réglés par acomptes. Je n’ai pas encore fini de les payer. Où sont les millions ? (Applaudissements répétés.)
« Voici à quels aveux on réduit les serviteurs désintéressés de la République.

« Que la honte de cette humiliation soit sur ceux qui ont rendu cette confession nécessaire. »

Discours de Salernes
Georges Clemenceau
Discours prononcé à Salernes
Var
9 août 1893

THE PROPHET KHALIL GIBRAN LE PROPHETE IX HOUSES LES MAISONS

the-prophet-khalil-gibran-houses-les-maisons-artgitato-caspar-david-friedrichThe Prophet
HOUSES
LES MAISONS

Le Prophète

The Prophet IX
KHALIL GIBRAN
Littérature Libanaise
Lebanese literature
le-prophete-khalil-gibran-fred-holland-day-1898Photographie de Fred Holland Day
1898





جبران خليل جبران
Gibran Khalil Gibran
1883–1931
le-prophete-khalil-gibran-the-prophete-n

Traduction Jacky Lavauzelle

 

THE PROPHET IX
HOUSES
LES MAISONS

1923




*****
The Prophet

*

the-prophet-khalil-gibran-houses-les-maisons-artgitato-caspar-david-friedrich

 Le Rêveur  Der Träumer Caspar David Friedrich
1835-1840
Musée de l’Ermitage – Saint Pétersbourg

Then a mason came forth and said, « Speak to us of Houses. »
Ensuite, un maçon sortit et dit : «Parle-nous des maisons. »

And he answered and said:
Et il répondit et dit :

Build of your imaginings a bower in the wilderness ere you build a house within the city walls.
Construisez en imagination un écrin dans le désert avant que vous ne construisiez une maison dans les murs de la ville.

For even as you have home-comings in your twilight, so has the wanderer in you, the ever distant and alone.
Car, comme vous, au crépuscule, rentrez chez vous, il en va de même pour le vagabond qui est en vous, le toujours lointain et solitaire.

Your house is your larger body.
Votre maison est votre grand corps.

It grows in the sun and sleeps in the stillness of the night; and it is not dreamless. Does not your house dream? And dreaming, leave the city for grove or hilltop?
Elle se développe au soleil et dort dans le silence de la nuit ; et ce ne sont pas sans rêves. Votre maison n’a-t-elle pas de rêve ? Et rêvant, ne quitte-t-elle pas la ville pour un bosquet ou une colline ?

Would that I could gather your houses into my hand, and like a sower scatter them in forest and meadow.
Si je pouvais rassembler vos maisons dans ma main, et, comme un semeur, les disperser dans la forêt et la prairie.

Would the valleys were your streets, and the green paths your alleys, that you might seek one another through vineyards, and come with the fragrance of the earth in your garments.
Que les vallées soient vos rues et les chemins verts vos allées, que vous puissiez vous chercher à travers les vignes, et revenir avec le parfum de la terre sur vos vêtements.

But these things are not yet to be.
Mais ces choses ne sont pas encore là.

In their fear your forefathers gathered you too near together. And that fear shall endure a little longer. A little longer shall your city walls separate your hearths from your fields.
Dans leur crainte, vos ancêtres se sont réunis les uns à côté des autres. Et cette crainte durera un peu plus longtemps. Un peu plus tard encore, vos murs de la ville sépareront vos foyers de vos champs.

And tell me, people of Orphalese, what have you in these houses? And what is it you guard with fastened doors?
Et dites-moi, gens de Orphalese, que possédez-vous donc dans ces maisons ? Et que gardez-vous avec des portes fermées ?

Have you peace, the quiet urge that reveals your power?
Avez-vous la paix, l’assurance tranquille qui révèle votre puissance?

Have you remembrances, the glimmering arches that span the summits of the mind?
Avez-vous des souvenirs, des arches scintillantes qui couvrent les sommets de l’esprit ?

Have you beauty, that leads the heart from things fashioned of wood and stone to the holy mountain?
Avez-vous la beauté, qui mène au cœur des choses façonnées de bois et de pierre à la montagne sainte ?

Tell me, have you these in your houses?
Dites-moi, avez-vous ces choses-là dans vos maisons?

Or have you only comfort, and the lust for comfort, that stealthy thing that enters the house a guest, and becomes a host, and then a master?
Ou avez-vous seulement le confort, et la soif de confort, cette chose furtive qui pénètre dans la maison tel un invité, et devient un hôte, et enfin un maître ?

Ay, and it becomes a tamer, and with hook and scourge makes puppets of your larger desires.
Oui, et il devient un dompteur, et avec un  crochet et un fléau fait des marionnettes de vos plus grands désirs.

Though its hands are silken, its heart is of iron.
Bien que ses mains soient soyeuses, son cœur est de fer.

It lulls you to sleep only to stand by your bed and jeer at the dignity of the flesh.
Il vous berce pour dormir seulement pour se tenir près de votre lit et se railler de la dignité de la chair.

It makes mock of your sound senses, and lays them in thistledown like fragile vessels.
Il se moque de vos sens solides, et les dépose dans l’ouate comme des vases fragiles.

Verily the lust for comfort murders the passion of the soul, and then walks grinning in the funeral.
En vérité, la soif de confort tue la passion de l’âme, et se gausse en souriant à ses funérailles.

But you, children of space, you restless in rest, you shall not be trapped nor tamed.
Mais vous, les enfants de l’espace, vous qui êtes agités dans le repos, vous ne serez pas pris au piège ni apprivoisés.

Your house shall be not an anchor but a mast.
Votre maison ne doit pas être un point d’ancrage, mais un mât.

It shall not be a glistening film that covers a wound, but an eyelid that guards the eye.
Elle ne doit pas être une bandelette étincelante qui couvre une plaie, mais une paupière qui protège l’œil.

You shall not fold your wings that you may pass through doors, nor bend your heads that they strike not against a ceiling, nor fear to breathe lest walls should crack and fall down.
Vous ne plierez point vos ailes pour passer à travers les portes, ni ne baisserez vos têtes pour qu’elles ne se frappent au plafond, ni ne craindrez de respirer de peur que les murs ne se fissurent puis tombent.

You shall not dwell in tombs made by the dead for the living.
Vous ne vous attarderez pas dans des tombes faites par les morts pour les vivants.

And though of magnificence and splendour, your house shall not hold your secret nor shelter your longing.
Et bien que remplie de magnificence et de splendeur, votre maison ne doit pas tenir votre secret, ni abriter votre désir.

For that which is boundless in you abides in the mansion of the sky, whose door is the morning mist, and whose windows are the songs and the silences of night.
Ce qui est immense en vous demeure dans la maison du ciel, dont la porte est la brume du matin, et les fenêtres les chants et les silences de la nuit.

*****

The Prophet
LES MAISONS
HOUSES

Khalil Gibran
Le Prophète IX

the-prophet-khalil-gibran-houses-les-maisons-artgitato-caspar-david-friedrich

Joy and Sorrow LE PROPHETE VIII THE PROPHET KHALIL GIBRAN JOIE ET TRISTESSE

joy-and-sorrow-le-prophete-viii-the-prophet-khalil-gibran-joie-et-tristesseJoy and Sorrow
Joie et Tristesse
Le Prophète – The Prophet

Le Prophète VIII
KHALIL GIBRAN
Littérature Libanaise
Lebanese literature
le-prophete-khalil-gibran-fred-holland-day-1898Photographie de Fred Holland Day
1898





جبران خليل جبران
Gibran Khalil Gibran
1883–1931
le-prophete-khalil-gibran-the-prophete-n

Traduction Jacky Lavauzelle

 

THE PROPHET VIII
Joy and Sorrow
JOIE ET TRISTESSE

1923




*****

joy-and-sorrow-le-prophete-viii-the-prophet-khalil-gibran-joie-et-tristesse

Illustrations
Edvard Much Le Cri 1893  Musée Munch Oslo
Frans Hals Le Jeune Ramp et sa belle 1623, Metropolitan Museum of Art New York

*****

The Prophet
Joy and Sorrow
Joie et Tristesse
Khalil Gibran
Le Prophète VIII

********

Then a woman said, « Speak to us of Joy and Sorrow. »
Puis une femme demanda : « Parle-nous de la Joie et de la Tristesse. »

And he answered:
Et il répondit :

Your joy is your sorrow unmasked.
Votre joie est votre tristesse démasquée.

And the selfsame well from which your laughter rises was oftentimes filled with your tears.
Et le même puits d’où viennent vos rires a été souvent rempli de vos larmes.

And how else can it be?
Et comment peut-il en être différemment ?

The deeper that sorrow carves into your being, the more joy you can contain.
Plus profondément la douleur creuse dans votre être, plus de joie vous pouvez contenir.

Is not the cup that holds your wine the very cup that was burned in the potter’s oven?
La coupe que contient votre vin n’est-elle pas la même qui a été brûlée dans le four du potier?

And is not the lute that soothes your spirit, the very wood that was hollowed with knives?
Et le luth qui apaise votre esprit ne vient-il pas du même bois sculpté avec des couteaux?

When you are joyous, look deep into your heart and you shall find it is only that which has given you sorrow that is giving you joy.
Lorsque vous êtes joyeux, regardez profondément dans votre cœur et vous trouverez que c’est seulement ce qui vous a donné la douleur qui vous donne la joie.

When you are sorrowful look again in your heart, and you shall see that in truth you are weeping for that which has been your delight.
Lorsque vous avez le regard douloureux, plongez-vous à nouveau dans votre coeur, et vous verrez qu’en vérité vous pleurez pour ce qui fut votre plus grand plaisir.

Some of you say, « Joy is greater than sorrow, » and others say, « Nay, sorrow is the greater. »
Certains d’entre vous disent : «La joie est plus grande que la douleur», et d’autres disent: «Non, la douleur est la plus grande. »

But I say unto you, they are inseparable.
Mais je vous le dis, elles sont inséparables.

Together they come, and when one sits alone with you at your board, remember that the other is asleep upon your bed.
Ensemble, elles viennent, et quand l’une d’elles est assise, seule à vos côtés, rappelez-vous que l’autre est endormie dans votre lit.

Verily you are suspended like scales between your sorrow and your joy.
En vérité, vous êtes suspendus comme une balance entre votre tristesse et votre joie.

Only when you are empty are you at standstill and balanced.
Seulement quand vous êtes vide que vous êtes à l’arrêt et à l’équilibre.

When the treasure-keeper lifts you to weigh his gold and his silver, needs must your joy or your sorrow rise or fall.
Lorsque le gardien du trésor vous soulève pour peser son or et son argent, votre joie ou votre douleur monte ou descend.

**

 The Prophet
Joy and Sorrow
Joie et Tristesse
Khalil Gibran
Le Prophète VIII

Martín Chirino – el árbol de la Cruz – l’arbre de la Croix – 2006 – CATEDRAL CATHEDRALE DE BURGOS

Martín Chirino
CATEDRAL DE BURGOS

martin-chirino-martin-chirino-el-arbol-de-la-cruz-larbre-de-la-croix-2006-artgitato-1

CATHEDRALE DE BURGOS

BURGOS
布尔戈斯
ブルゴス
Бургос
——

Photos Jacky Lavauzelle
*


 LA CATHEDRALE  de BURGOS
Cathédrale Sainte-Marie de Burgos
Catedral de Santa María de Burgos
布尔戈斯圣玛丽大教堂
ブルゴス大聖堂の聖マリア
Собор Святой Марии Бургос


 Martín Chirino
El árbol de la Cruz
L’arbre de la Croix
2006

Martín Chirino
Las Palmas de Gran Canaria, 1 de marzo de 1925
Las Palmas (Canaries) 1er mars 1925

Escultor Español
Sculpteur Espagnol

*************

 el árbol de la Cruz
l’arbre de la Croix
Hierro ferjado
Fer forgé
253 x 248 x 244 cm

Claustro de la Catedral de Burgos
Cloître de la Cathédrale de Burgos

*****************

martin-chirino-martin-chirino-el-arbol-de-la-cruz-larbre-de-la-croix-2006-artgitato-1

« Je n’ai pas tenu sous mes doigts
Une lyre orgueilleuse et rare,
Mais un pauvre instrument barbare
Taillé dans l’arbre de la croix. »

Germain Nouveau
Aphorismes
Poésies d’Humilis et vers inédits
Texte établi par Ernest Delahaye
Albert Messein, 1924
pp. 110-112

martin-chirino-martin-chirino-el-arbol-de-la-cruz-larbre-de-la-croix-2006-artgitato-3

« Vous aussi, campagnards, venez ! avec chaque branche,
Faites des pieux et des fléaux, avec la souche une charrue !
Pourtant élevons d’abord à l’angle des chemins
L’arbre de la croix sur lequel fut attaché Notre-Seigneur. »

Auguste Brizeux
La Harpe d’Armorique
Le Chêne, VII
Œuvres de Auguste Brizeux
Alphonse Lemerre, éditeur, Marie
La Harpe d’Armorique, Sagesse de Bretagne
pp. 211-213

martin-chirino-martin-chirino-el-arbol-de-la-cruz-larbre-de-la-croix-2006-artgitato-4

« Celle-ci resta quelque temps encore debout sur la plate-forme du rocher, le dos appuyé à l’arbre de la croix. Mais ce n’était plus la mer qu’elle regardait. Ses yeux limpides, d’où les larmes coulaient doucement comme une averse printanière, ses yeux couleur de ciel d’avril suivaient à l’horizon la ligne onduleuse des bois. Le soleil venait d’apparaître. Une pluie d’or s’égouttait au loin, ruisselait en lumineuses cascades sur tout le versant, des cimes les plus éloignées aux frondaisons les plus proches. C’était un spectacle magique. »

Anatole Le Braz
Vieilles histoires du pays breton
1893

*********************

Martín Chirino

YEATS POEMS – Poetry of Yeats – La Poésie de Yeats

*

YEATS POEMS

William Butler Yeats
Irish poet – Poète Irlandais

Traduction – Texte Bilingue




Traduction Jacky Lavauzelle

YEATS
1865-1939
Poetry of Yeats La Poésie de Yeats William_Butler_Yeats_by_John_Singer_Sargent_1908 

 








YEATS POEMS
La Poésie de Yeats

 

Poetry of Yeats

A Faery Song – Une Chanson de Fée [The Rose- 1893]
An Acre of Grass – Un Acre d’Herbe [New Poems -1938]
Down by the Salley Gardens – Par les Jardins de Saules – [The Wanderings of Oisin and Other Poems-  1889]
He bids his beloved be at peace – Il demande à sa bien-aimée d’être en paix [The Wind Among The Reeds –  1899]
He remembers forgotten- Il se souvient de la beauté oubliée [The Wind among the Reeds – 1899]
He wishes for the cloths of Heaven – Les Toiles du Ciel [The Wind Among The Reeds – 1899]
Into the Twilight – Dans le Crépuscule [The Wind Among The Reeds –  1899]




Leda and the Swan – Leda et le cygne
Lines written in Dejection – Lignes écrites dans l’Abattement [The Wild Swans at Coole – 1919]




No Second Troy – Pas de deuxième Troie

SAILING TO BYZANTIUM
LA TRAVERSEE VERS BYZANCE

The Cold Heaven – Le Ciel Glacé [Responsibilities – 1914]




The Everlasting Voices – Les Voix Eternelles [The Wind Among The Reeds – 1899]
The Fiddler of Dooney – Le Violoniste de Dooney [The Wind Among The Reeds – 1899]
The Folly of Being Comforted – La Folie d’être réconforté – Version 1902 & Version 1933 [In The Seven Woods – 1904]
The Magi – Les Mages [Responsibilities-1914]
The Man and The Echo – L’Homme et L’Echo
The Mountain Tomb – Le Tombeau de la Montagne [Responsibilities – 1914]
The Rose of The World- La Rose du Monde [The Rose – 1893]




The Scholars – Les Hommes d’Etude [The Wild Swans at Coole – 1919]
The Song of Wandering Aengus – La Chanson d’Aengus l’Errant [The Wind Among the Reeds – 1899]
The Sorrow of Love – La Douleur d’Aimer
I- To a Child dancing in the Wind – A un enfant dansant dans le vent [Responsibilities – 1914]




The Wheel – La Roue [The Tower -1928]
II- Two Years Later – Deux ans plus tard [Responsibilities – 1914]
The Unappeasable Host – L’Implacable Hôte [The Wind Among the Reeds – 1899]




The Wheel – La Boue [The Tower – 1928]
To his Heart, bidding it have no fear – A son cœur, il lui somme d’être sans crainte [The Wind Among The Reeds -1899]
When You Are Old – Quand vous serez vieille [The Rose -1893]




Why does my heart beat so ? – Pourquoi mon cœur bât-il ainsi [The Dreaming of the Bones – 1921]

********

Poetry of Yeats La Poésie de Yeats William_Butler_Yeats_by_John_Singer_Sargent_1908

YEATS POEMS

*********************

LA POESIE DE YEATS
VUE
PAR OSCAR WILDE

Les livres de poésie des jeunes écrivains sont d’ordinaire des billets qui ne sont jamais payés.
Néanmoins, on rencontre de temps en temps un volume si supérieur à la moyenne, qu’on résiste à grand’peine à la tentation attrayante de prophétiser étourdîment un bel avenir pour son auteur.
Le livre de M. Yeats : Les Voyages d’Oisin est certainement un de ceux-là.
Ici nous trouvons un noble sujet noblement traité, la délicatesse de l’instinct poétique, et la richesse d’imagination.
Une bonne partie de l’œuvre est inégale, peu soutenue, il faut le reconnaître.
M. Yeats n’essaie pas de dépasser Wordworth en enfance, nous sommes heureux de le dire, mais de temps à autre il réussit à « surpasser Keats en brillant » et il y a, çà et là, dans son livre des choses d’une étrange crudité, des endroits d’une recherche irritante. Mais dans les meilleurs passages, il est excellent.
S’il n’a pas la grandiose simplicité de la facture épique, il a au moins quelque chose de la largeur de vision qui appartient au caractère épique.
Il ne diminue point la stature des grands héros de la mythologie celtique.
Il est très naïf, très primitif et parle de ses géants de l’air d’un enfant.
Voici un passage caractéristique du récit où Oisin revient de l’Île de l’oubli.
  Et je suivis les bords de la mer, où tout est nu et gris,
    sable gris sur le vert des gazons, et sur les arbres imprégnés d’eau,
    qui suintent et penchent du côté de la terre, comme s’ils avaient hâte de partir,
    comme une armée de vieillards soupirant après le repos loin de la
      plainte des mers.
    Les flocons d’écume fuirent longtemps autour de moi ; les vents fuirent loin de l’étendue
    emportant l’oiseau dans leurs plis, et je ne sus point, plongé dans mes
      pensées à l’écart,
    quand ils gelèrent l’étoffe sur mon corps comme une cuirasse fortement rivée,
    Car la Souvenance, dressant sa maigreur, gémit dans les portes de mon cœur,
    jusqu’à ce que chargeant les vents du matin, une odeur de foin fraîchement coupé,
    arriva, mon front s’inclina très bas, et mes larmes tombèrent comme des baies.
    Plus tard ce fut un son, à demi perdu dans le son d’un rivage lointain.
    C’était la grande barnacle qui appelait, et plus tard les bruns vents de la côte.
    Si j’étais comme je fus jadis, les fers d’or écrasant le sable et les coquillages,
venant de la mer, comme le matin avec des lèvres rouges murmurant un chant,
    ne toussant pas, ma tête sur les genoux, et priant, et irrité contre les cloches,
    je ne laisserais à aucun saint sa tête sur son corps, lors même que ses terres seraient grandes et fortes.
     M’éloignant des houles qui s’allumaient, je suivis un sentier de cheval,
    m’étonnant beaucoup de voir de tous côtés, faites de roseaux et de charpentes
    des églises surmontées d’une cloche, et le cairn sacré et la terre sans gardiens,
    et une petite et faible populace courbée, le pic et la bêche à la main.

Dans un ou deux endroits, la mélodie est fautive, la construction est parfois trop embrouillée, et le mot de populace du dernier vers est mal choisi, mais quand tout cela est dit, il est impossible de ne pas sentir dans ces stances la présence du véritable esprit poétique.

Oscar Wilde
Derniers essais de littérature et d’esthétique
Trois Nouveaux Poètes
1913

****************

********
YEATS POEMS