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LACRIME DEL MONDO – Jacky Lavauzelle – Il Dio Vagabondo

Il Dio Vagabondo
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LACRIME DEL MONDO

*Lacrime del Mondo Il Dio Vagabondo Jacky Lavauzelle



Jacky Lavauzelle Poesia

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Serie « Il Dio Vagabondo »
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LACRIME DEL MONDO


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LACRIME DEL MONDO - Jacky Lavauzelle - Il Dio Vagabondo
Fuyant la critique, Pere Borrell del Caso, Madrid – 1874
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Il mondo è un occhio. Dio sembra che sia l’occhio per eccellenza, colui che vede tutto. Anche l’anima è un occhio. Anche uno stagno: « E questo vecchio stagno, specchio nostalgico, sembra il tuo grande occhio, oh natura! (Leon Dierx). E dall’occhio scorre sempre lacrime, lacrime di gioia e lacrime di dolore. Questo è quello che riconosco gli occhi!
Lacrime del mondo è quando il mondo vede il lavoro dell’uomo. In questo momento, il mondo piange di lacrime calde e bruciate
Lacrime di un uomo è quando l’uomo vede tutto ciò che ha o che potrebbe essere sfuggito a lui.
Lacrime dello stagno è quando vede, sotto un sole pesante, la specie, una dopo l’altra, scomparire.
Il mio occhio non piange mai !
Mai esternamente
Oggi il mio corpo è inondato. Ma nulla è visibile. E vado come se nulla fosse accaduto. Sento pozzanghere nelle mie scarpe. Penso di aver appena avuto un’emorragia esterna. Le finitrici recuperano parte di quest’acqua che il sole asciuga in pochissimo tempo.
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È vero! È curioso! Eppure…
Eppure vedo i sorrisi e, dietro i sorrisi, lo scricchiolio di certe anime.
Due o tre solo nel mondo.
Vedo il suono di una caviglia che non sento ancora.
Vedo già il girello sui ciottoli. Vedo queste foglie allontanarsi da questi passaggi. Tuttavia, il vento non c’è ancora. Eppure già vedo, chiudendo molto forte gli occhi, le foglie che sono già agitate.

 

Il Dio Vagabondo
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LACRIME DEL MONDO

*Lacrime del Mondo Il Dio Vagabondo Jacky Lavauzelle



Jacky Lavauzelle Poesia

O Deus de Deus – Jacky Lavauzelle – O DEUS VAGABUNDO

O DEUS VAGABUNDO
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O Deus de Deus

O Deus de Deus - Jacky Lavauzelle - O DEUS VAGABUNDO
Francisco de Zurbarán, Cristo na Cruz, 1627, Instituto de Arte, Chicago

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O Deus Vagabundo

*O Deus de Deus - Jacky Lavauzelle - O DEUS VAGABUNDO Jacky Lavauzelle



Jacky Lavauzelle Poesia

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Serie « O DEUS VAGABUNDO »
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O Deus de Deus


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Louise Labe perguntou: « Quão grande é o homem venerável? Que tamanho? Que cabelo? Qual cor? Nós provavelmente só vemos a palma da mão de Deus. O próprio Deus não nos vê, escondidos por suas próprias mãos.
A mão que surge nos protege da luz celestial ou divina. Sem a mão de Deus nós queimaríamos!
Ou talvez a gente veja finalmente! Quem sabe?
E o Deus de Deus, quem é ele? Ele também tem uma mão descansando em sua cabeça? E Deus de Deus de Deus, quem é ele? Quão grande é o Deus venerável ? Que tamanho? Que cabelo? Qual cor?

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O Deus de Deus
O DEUS VAGABUNDO

*O Deus de Deus Jacky Lavauzelle


A PROCURA DO FADO – Jacky Lavauzelle

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 A PROCURA DO FADO
A procura do fado Jacky Lavauzelle
Photo Alfama Lisboa Jacky Lavauzelle
A PROCURA DO FADO Jacky Lavauzelle




Jacky Lavauzelle Poema
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A PROCURA DO FADO

Poema – canção
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Hoje vou procurar o Fado secreto
Como Arthur procurando por seu Graal
Nas noites de Lisboa, me disseram
Disseram-me para me perder na Aflama
Lá, eu deveria mergulhar minha alma :
Alfama fica fechado
Em quatro paredes de água
Quatro paredes de pranto
Lá eu vou sentir a Saudade
Lá eu vou entender o fado
No enorme terraço do Martim Moniz, cheio de sol
O metrô abriu como uma estranha baleia
Banhado em uma doce manhã de outono
Martim Moniz acordou com vozes desconhecidas
A luz suave iluminou a escuridão profunda do metrô
Os degraus do metrô guiaram fielmente meus passos
Sonolentos, comecei a minha jornada incerta
Uma curiosa alegria me enche de dúvida
Lá eu vou sentir a Saudade
Lá eu vou entender o fado
O rosto da Mouraria suspirou com uma incrível languidez
La Mouraria queria e esperou o que não poderia acontecer
Em um frenesi quase impassível, é possível?
Eu vaguei pelas ruas da Mouraria
Para ver se eu poderia encontrar algumas letras
Para ver se eu ouvi algumas músicas do dia anterior
Almas vencidas e Noites perdidas
Sombras bizarras Na Mouraria
Lá eu vou sentir a Saudade
Lá eu vou entender o fado
Eu ainda não encontrei nada, pobre infeliz,
Eu então subi, desapontado, pobre infeliz,
Pela estreita e sinuosa Rua dos Cavaleiros
Onde meu passo ficou triste, por quê?
Onde meu passo ficou pesado, por quê?
Eu ainda não encontrei o objeto da minha busca
Mas eu vi cartazes voluptuosos
Onde acendeu lindas fadistas inatingíveis
Lá eu vou sentir a Saudade
Lá eu vou entender o fado
Eu vi fadistas encantadores tão lindos
Que eles poderiam virar o vento mais louco
Levemente véu a luz divina
Traga Marco Polo de volta da distante Ásia
Pare Cristóvão Colombo em sua corrida
Eu vi fadistas encantadores tão lindos
Capaz de acordar os mortos enterrados
E chame como um farol uma alma perdida
Lá eu vou sentir a Saudade
Lá eu vou entender o fado
Uma harmonia estava passando
Entre as persianas semi-fechadas
Na bagunça de calçadas brancas:
Uma harmonia me abraçou carinhosamente
Não quero cantar amores,
Amores são passos perdidos
Uma harmonia me subjugou
Na bagunça de pedras brancas
Lá eu vou sentir a Saudade
Lá eu vou entender o fado
Lá em cima pensei ver a cidade
Eu acho que vi o mundo inteiro
Calçada de Santo André estava me esperando
Eu vi Graça me cobrindo com suas asas largas
E meu peito aberto, aberto enquanto
Eu ouvi meu coração bater alto
Eu escutei e escutei ainda mais
Mas meu coração ficou surdo ainda mais
Lá eu vou sentir a Saudade
Lá eu vou entender o fado
Se cantar está chorando de alegria
Se andar é acompanhar o ritmo do seu coração
Eu estava andando sobre uma dor infinita
E sobre uma esperança igualmente forte
Começando a penetrar nos primeiros
Pequenos becos de Alfama que serpenteavam
Uma oração veio ao meu coração
Eu cantei uma queixa feliz e triste
Aqui, a Saudade me tocou
Aqui, ouvi o coração do Fado
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 A PROCURA DO FADOA PROCURA DO FADO Jacky Lavauzelle




Jacky Lavauzelle Poema

O CONSOLO DA LUA – JACKY LAVAUZELLE

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O CONSOLO DA LUAO Consolo da Lua Jacky Lavauzelle




Jacky Lavauzelle Poema
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O Consolo da lua Jacky Lavauzelle

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O CONSOLO DA LUA ?

Poema
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Renée Vivien escreve:
« Eu que não sabia que a lua podia consolar
De todo o sofrimento pesado, todo o rancor!
Sua consolação ilumina o coração
Tão eloqüente como uma palavra « .
Eu respondo estupidamente:
« Você que acredita nesta consolação lunar
Capaz de neutralizar todos os nossos problemas e toda a miséria
Você que procura ser consolado
Lembre-se das palavras de Chateaubriand:
« Que o luto da minha alma era lúgubre e escuro!
Quantas noites sem papoilas, quantos dias sem sol!
Quantas vezes eu contei os passos do tempo nas sombras,
Quando as horas passaram, sem levar a dormir!  »
E quem se consolou no esquecimento.
Mas esquecer não é necessariamente nada
Esquecer é também afogar nossas aflições na totalidade
Então, « a felicidade pode florescer diante de nossos olhos como uma flor de verão! »
Nós devemos afogá-los nas ondas do mundo, na música da arte
Nas pétalas de nossas noites e nas pepitas de nosso silêncio
A dor está aí, sempre
Mas como um limão em um prato sem gosto
Nossas velhas dores surgem e revelam o sabor da vida intensamente

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O CONSOLO DA LUAO Consolo da Lua Jacky Lavauzelle




AMIZADE – JACKY LAVAUZELLE

*Amizade Jacky Lavauzelle





Jacky Lavauzelle Poema

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Amizade Jacky Lavauzelle
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AMIZADE


Poema

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Eu me levanto do meu caverna.

Chegou a hora! Esta hora é tão longa que a agulha se perde nas névoas do tempo.

Eu não vejo nada. Como de costume. Mas eu ouço um ar que canta para mim os seguintes versos:

« Amizade
Muitos e muitos… não sabem
Por mais que tentem… saber
Que a amizade… não se compra
 Porque não é de vender!
Não é preta
Não é branca
Não é de nenhuma cor!
É uma porta… bem aberta
É uma verdade… bem certa
É um pedaço… de Amor. »

Meu coração está em pânico. Claro que não! Isso não é verdade! É isso!

 Tão pouco, mas precisamente tão raro
Tão linda quanto uma pepita … de algum outro lugar
Essa amizade … está à venda!
Como eu vendo meus sonhos para a nuvem galopante
A amizade é negra
Como a noite negra quando te espero
A amizade é branca
Quando nossos corações são puros como no primeiro dia
A Amizade é cor
A cor das nossas reuniões
A amizade não tem porta
Apenas uma janela
Único e enorme aberta para o céu
Ela não tem verdade – ela está ali
Isso não é amor – mas muito mais que isso!

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Amizade Jacky Lavauzelle

 

Você é assim! – Jacky Lavauzelle

Você é assim!

Você é assim! - Jacky Lavauzelle

*Você é assim! Jacky Lavauzelle





Jacky Lavauzelle Poema

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VOCÊ E ASSIM !


Poema – Canção

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Você é assim!
Eu sou seu convidado
Quando você diz sim
Você me diz não
Mas às vezes sim
Eu sou seu brinquedo
É de acordo com
Cada vez mais
Eu não sei mais
Eu sou mulher
Se você é um homem
E eu sou um homem
Se você é mulher
Às vezes ambos
É de acordo com
É como você quer
Voce me diz
O hábito é um veneno
O pior de tudo
Você me diz
Voce me diz
Que o hábito é um veneno
O pior de tudo
Você me diz
Mas você me diz
Que tudo pode ser esquecido
De acordo com o desejo
De seus desejos
É de acordo com
Você é contra
Por princípio
Até contra mim
Especialmente assim
É assim
Quando te beijo
Você está gritando
Você me trata
Como um ladrão
Dos seus beijos
Dos seus beijos
Mas se alguma vez
Um dia
Eu esqueço
Você me trata
Como um bastardo
É assim
De me dizer
Que você é sensível
Colando um tapa ou dois
É de acordo com
A ideia de uma carícia
isso te faz preguiçoso
É complicado
É de acordo com
Mas se eu esquecer
O beijo da noite
Eu sou apenas um cara pobre
O pior de todos os bastardos
Mas eu sei que há pior
Não maior
Não mais bonito
É de acordo com
Você está de mau humor
Por algumas horas
É assim
Eu escolhi você
Quando você me guiar
Para ouvir um concerto
O que você escolheu
Eu nunca me movo
Como é preciso
Eu fiquei
Você me diz
Eu não sou música
Eu não sinto isso
Como é preciso
Você me diz
À meia-noite
Você me leva
Para o abraço
À meia-noite
É como um banho
Sem água
Com bocas
E mãos
É assim
Você me diz
Se foi pior
Ou requintado
É assim
Eu sou sua lenda
Ou o seu pobre rapaz
É como
Eu não sei
Não mais
Para te fazer
Um bebê
Mas você
Está grávida
O vizinho não é um lenda
Nem patife
É o pai
Você me diz
Beijando o barman
No balcão
Eu acho que
Estou cansado
Que todos esses dias
Você me pegou
Para sempre
Hoje à noite eu vou olhar
Informaçãoes
Na TV podre
Você me disse
Que o barman
Queria te apresentar
Para seus amigos
É assim
Eu chego em casa sozinho
Viva o vento
Viva o vento do inferno
É assim
É de acordo com
É minha vida
Eu o amo muito
Eu sei que ela
Não está sozinha
É melhor assim
Você é assim!

****************

Você é assim!

*Você é assim! Jacky Lavauzelle

A ORIGEM DO HOMEM Jacky LAVAUZELLE

A ORIGEM DO HOMEM

A ORIGEM DO HOMEM Jacky Lavauzelle
Francisco Franco O GIL, 1923, Museu do Chiado, Lisboa

*A ORIGEM DO HOMEM Jacky Lavauzelle





Jacky Lavauzelle Poema

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SERIE A HIPÓTESE DO HOMEM
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A ORIGEM DO HOMEM


Poema

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A ORIGEM DO HOMEM

Não
Eu não sabia o primeiro grande começo
Céu, terra e e tudo mais
Se essa é a questão
Não
Eu não conhecia as nuvens da grande aurora primária
Eu não sabia mas agora eu sei

Eu sei

A terra não estava mais informada
Neste momento
Mesmo que ninguém soubesse que forma ela poderia ter
Realmente
Almas sem corpo, velho caixão do Egito sem mortes,
sopa de lentilhas sem lentilhas
Tudo isso estava lá
A terra não estava mais vazia
Cheio de luzes e escuridão
Escuridão e ainda escuridão
Como no cu do primeiro dia do mundo

Os lobos divinos andavam de cabeça para baixo
A cauda invisível no nevoeiro do diabo
Os últimos monstros monstruosos estavam finalmente acabando uma carniça indescritível

As estátuas do céu arrancaram as tábuas que sustentavam as nuvens
Os anjos estavam cruzando nos frágeis barcos do tempo
Os arqueiros aterrorizados estavam atirando suas últimas flechas
Nas nádegas das ninfas totalmente amedrontadas
Ao ver tantos arqueiros valentes  tendendo arcos tão poderosos


O barulho ficou em silêncio, veio o silêncio
O silêncio da noite
Da mais profunda noite
No meio do dia

  Lá
Deus saiu
Sozinho

Ele descobriu seu abismo eterno
Ele passou a mão uma última vez em seu longo cabelo azul de fogo
Ele saiu triste

  Então foi esse dia memorável
Pelo menos é o que o guardião do Jardim do Éden diz
Ele murmurou palavras históricas
Parece
Quem foi perdido desde

A lenda foi escrita então sozinha em um mármore lunar
De um único olhar
Tantas coisas estavam chegando
Ciência, dignidade, um planeta, o grande
E a pequena arte
Um planeta ainda
Cascos vazios e cascos cheios
O sentimentalismo e números ímpares e pares
Um planeta e heroísmo moderno
E assim por diante

Tanto e tanto
Tantos planetas
Enquanto essa jornada infinita continuasse
Sua massa geral gradualmente se encheu de lama
De cinzas e fogo

Mas sem parar a sua criação
Seu volume cresceu, cresceu
Que poderíamos tê-lo confundido com uma planeta, ele também
Uma rachadura apareceu
E o primeiro peido do mundo saiu
Um peido tão pesado
Quintessência de tristezas e desgraças
Sombras venenosas concentradas e espectros assassinos
E o primeiro peido do mundo caiu
Esta nova substância caiu tanto tempo
Que o eterno decidiu tirar suas asas
Só o caos ainda pode fluir em seu pescoço
Sem um único raio de alegria
Sem ouvidos e com uma alma solta
Ele continuou sua corrida
Até o colapso em um excremento repelente
Que foi chamado lá uma grande pilha de merda
Ele chegou lá
Misturando totalmente
Quando ele tocou a terra
Um relâmpago nauseante saudou a aparição
Esta é a grande pilha que o serviu como fermento
Foi-me dito
Deus brevemente virou a cabeça
Observando sua última criação
Quem já subiu em um aterro para culpar sua própria grandeza
Que ele faria dessa rampa o lugar da memória por excelência
Para todas as gerações futuras

Deus acha que ele fez uma coisa estúpida
O maior erro que é
Mas o que foi feito, foi feito
Que este anão com pretensões de gigantes não poderia viver muito nessa rocha

Ele saiu tão depressa
Que nada mudou
Apenas uma luz brilhante arranhou o céu
Ele foi para a cama
No céu grosso da noite
Quem foi a primeira noite do homem

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L’ORIGINE DE L’HOMME

(CONTE CROATE)


Au commencement, il n’y avait rien que Dieu ; or Dieu dormait et rêvait. Ce sommeil dura des siècles. Le moment fixé pour son réveil arriva. Il s’éveilla brusquement, regarda autour de lui, et chacun de ses regards créa une étoile. Dieu s’étonna et se mit à voyager pour voir ce que ses yeux avaient créé. Il voyagea ; il voyagea, sans terme et sans fin. Il arriva à notre terre ; mais il était déjà las ; la sueur lui dégouttait du front. Une goutte de sueur tomba sur la terre ; cette goutte s’anima et ce fut le premier homme.

Ainsi l’homme est né de Dieu ; mais il n’a pas été créé pour le plaisir, il est né de la sueur divine, et, dès l’origine, il a été destiné à peiner et à travailler.

Recueil de contes populaires slaves
Traduction par Louis Léger
Ernest Leroux, 
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A ORIGEM DO HOMEM

*A ORIGEM DO HOMEM Jacky Lavauzelle

PROVA DELL’ESISTENZA DI DIO – JACKY LAVAUZELLE

PROVA DELL’ESISTENZA DI DIO

Prova dell'esistenza di dio Jacky Lavauzelle
Veloso Salgado, Amor e Psyche, Amour et Psyché, Amor e Psiche, MNAC, Lisboa, Lisbonne, Lisbona

*PROVA DELL'ESISTENZA DI DIO - JACKY LAVAUZELLE





Jacky Lavauzelle Poesia

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L’IPOTESI DELL’UOMO


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PROVA DELL’ESISTENZA DI DIO 
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Il mondo non sapeva del grande disastro
Il mondo codardo avrebbe girato la testa
E il mondo avrebbe abbassato i suoi occhi
La primavera aveva già lanciato l’allarme
Attraverso le mie piccole finestre
Ho visto le mani tremanti
Ci
Ai margini di spazi incommensurabili
Ho sentito crescenti sospiri
E scorcio di anime in lacrime
Ho visto
Ho visto tutti gli uccelli fracassare contro le finestre
Questi stessi uccelli sono penetrati nelle mie viscere
E si sono schiantati
Infine
E le mie tende bianche
Diventati scarlatti
In primavera
Ho visto la neve cadere
Le povere madri del vicinato si prostituivano
Per un rotolo di pane
Chiedendo cose che loro stessi non sospettavano
Ho visto aghi essiccati
Entrare nella carne di innocenti polli
E le pulchini ridevano mentre le inseguivano mentre le beccavano con odio
Tutto ciò non sembrava normale
Mi sono detto
Mentre mi gratto le palle
Come ogni notte
Come ogni notte
A guardare la luna
In primavera
Sentivo che tutto ciò stava andando male
Che nulla di buono sarebbe venuto dal cielo
Ho meditato e ho tremato
Ho dovuto testimoniare
Me
Il dimenticato della notte
Il bannato
Di uomini e donne
Me
Il giullare del mondo
Ho urlato per le strade
Nei bordelli e nelle chiese
La gente mi ha preso in giro
Mi hanno colpito
E sputo in faccia
copiosamente
Ma Lui è arrivato
Il Creatore solitario
Immerso in una profonda malinconia
È arrivato nudo sulla terra
Dopo lo schianto della distruzione del cielo
Missionari, Angeli e Santi
Alle sue calcagna
Stavano urlando
Come di briganti
Parlavano in coro
Guai spirituali imperdonabili
Intollerabili rischi psico-sociali
In poche parole
Aveva incasinato
Senza alcun mistero
Senza alcun potere
Nudo
È arrivato
Errori di gestione
Decisamente
Non importa
  È arrivato uomo
Solo uomo
Uomo completamente
Purtroppo Uomo
Tutto straordinario era svenuto
Senza forza
Senza volontà
Senza intelligenza
Senza comprensione
Senza essere clueless
È arrivato a casa mia
Senza aggiungere nulla
Senza dire nulla
A casa
Di fronte a me
Chi non era altro che un triste ateo
Me
E lui
Insieme
Non sentivo nulla visto che non era niente
Solo un uomo
Quindi un po ‘più di me
Un po ‘più di me che non era niente
Lui, non avendo più pietà, né giustizia, né gentilezza
Mi ha parlato di sostanza che racchiudeva tutte le perfezioni
E ho sorriso
Mi ha parlato dell’autostima
Mi ha parlato del mondo delle possibilità
Mi ha parlato di nullità e pienezza
E ho sorriso
Ancora
Mi ha detto di cosa mi sfugge
Mi ha parlato dell’inconcepibile
Io che non avevo mai concepito nulla
E tutto mi sfuggì
Mi ha preso le mani
E abbiamo riso
Semplicemente
Gli ho detto quanto non mi importava di tutte le sue cazzate
Abbiamo riso
Ha preso in giro il mondo e gli uomini
Ci siamo addormentati
Io credo
Che ci siamo amati
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Versione francese

LA PREUVE DE L’EXISTENCE DE DIEU

Le monde ignorait le grand désastre
Le monde comme toujours
Aurait détourné la tête
La baissant
En refermant ses yeux …

La Preuve de l'Existence de Dieu Jacky Lavauzelle

 

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Versione portoghese
A PROVA DE EXISTÊNCIA DE DEUS

O Mundo não sabia do grande desastre
O mundo teria desviado a cabeça de qualquer maneira
 E o mundo teria baixado os olhos

 

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PROVA DELL’ESISTENZA DI DIO
Poema di Jacky
Lavauzelle
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PROVA DELL'ESISTENZA DI DIO - JACKY LAVAUZELLE

TODOS OS PECADOS DO MUNDO – Poema Jacky Lavauzelle

TODOS OS PECADOS DO MUNDO
TODOS OS PECADOS DO MUNDO - Poema Jacky Lavauzelle
Photo Jacky Lavauzelle

*A hipótese do homem TODOS OS PECADOS DO MUNDO - Poema Jacky Lavauzelle





Jacky Lavauzelle Poema

*
A hipótese do homem


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TODOS OS PECADOS DO MUNDO
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*****
O gato descendo as escadas
Este gato acaba de poluir as sombras da lua
Hoje a noite
É ele!
Ele acha que ele é um cordeiro de Deus!
Um chinelo caiu e uma grande rachadura veio
Uma primeira gota inocente caiu na minha testa
Todos os pecados do mundo foram então despejados
De altura infinita
Em um som diabólico
Tempestade Sagrada e Relâmpago Torturado
Assim!

Um palhaço e um cisne fecharam a marcha
Uma aranha com o seu rosário costurou a tela
Com duas ou três nuvens passando
Não havia mais nada
Um céu vazio
Sem nenhuma escuridão
Sem ansiedade
O céu que percebeu que tudo tinha ido longe demais
Que isso acabaria mal
Mas o que fazer? 
O gato bagunçou as sombras da lua
Ele arruinou o céu
Ele esvaziou fobias do mundo e corações
E ele esvaziou o transtorno obsessivo-compulsivo
E voltou para a cama
pacificamente
Com nenhum outro pânico do que descansar então
  Os romances se tornaram árvores novamente
Ou borboletas de candura
As sardinhas enlatadas tornaram-se peixes vivos
Ou corações de azure
Nossos corações são almas novamente
Ou patifes mal penteados
Com a paixão desequilibrada 
O gato sobe as escadas
O que ainda pode acontecer?
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Versão francesa
TOUS LES PÉCHÉS DU MONDE

TOUS LES PÉCHÉS DU MONDE Poème Jacky Lavauzelle

 

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Versão italiana
TUTTI I PECCATI DEL MONDO

Tutti I Peccati Del Mondo Poesia di Jacky Lavauzelle

 

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TODOS OS PECADOS DO MUNDO
*TODOS OS PECADOS DO MUNDO - Poema Jacky Lavauzelle

UN CORPS PARFAIT- POEME – JACKY LAVAUZELLE

Un corps parfait Jacky Lavauzelle
Photo Jacky Lavauzelle – Lisbonne

Un Corps Parfait
*A hipótese do homem Un corps Parfait- Jacky Lavauzelle





Jacky Lavauzelle Poème

*
L’HYPOTHESE DE L’HOMME


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UN CORPS PARFAIT

UM CORPO PERFEITO
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Poème et traduction Jacky Lavauzelle
D’après Victor Meirelles Moema

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Le sable sous l’abîme trembla de mille ondulations
A areia sob o abismo tremeu com milhares de ondulações

Un sultan de corail sorti le premier
Um sultão de coral lançado primeiro
Des prunelles de marbre sortaient quelques larmes
Lágrimas saíram dos grandes olhos de mármore

Les geôliers ont ouvert les dômes bleutés des derniers jours
Os carcereiros abriram as cúpulas azuladas dos últimos dias
Les pas du condamné se sont arrêtés
Os degraus do condenado pararam

Il ne manquait rien
Nada estava faltando
Pas même un millionième de millimètre
Nem mesmo um milionésimo de milímetro
Pas même un paradoxe
Nem mesmo um paradoxo
Juste un royaume à étendre
Apenas um reino para expandir

 Pas même une aiguille au bout du tunnel
Nem mesmo uma agulha no final do túnel

Chaque atome de  xénon rayonnait 
Cada átomo de xenônio irradiado
Sur une gaufrette de dioxyde de silicium
Em uma bolacha de dióxido de silício

Un corps parfait dans un cœur endurci
Um corpo perfeito em um coração endurecido
A bouleversé le monde et les femmes
Aborreceu o mundo e as mulheres
A embaumé toutes les tempêtes
Embalsaçou todas as tempestades
Et ta petite tête
E sua cabecinha
Et le petit matin
E o amanhecer

 Un corps parfait sans étoile et sans voile
Um corpo perfeito sem estrela e sem véu
Juste dans sa grâce et une totale nudité
Apenas em sua graça e total nudez
A brisé la tempête la plus hurlante 
Quebrou a tempestade mais uivante
Comme un voleur de violettes
Como um ladrão de violetas

 Les ardeurs éphémères salies par les hommes
O ardor efêmero sujado pelos homens
Embaument son âme dans son étui de feu
Embelezar sua alma em seu coldre de fogo
D’une secrète rage aux sommets des montagnes
De uma fúria secreta aos topos das montanhas
Monte l’étrange et chaude pudeur des anges
Monte a estranha e calorosa modéstia dos anjos
De la sublime Sphère
Da Esfera sublime
Montent au temple les arômes des anges
Suba ao templo o aroma dos anjos
Et l’amour qui se répand
E o amor que está se espalhando
 De son ombre effacée
Na sua sombra clareou
Ne se voit plus qu’en Dieu
Apenas visto em Deus
Qu’en Dieu seulement
Isso só em Deus

Et des anges indignés dans l’absolu
E anjos indignados no absoluto
Absolument cruels et absolument beaux
Absolutamente cruel e absolutamente lindo
Se suicident tous ensemble
Cometer suicídio juntos
Bel effroi absolu dans un regard
Lindo absoluto pavor em um olhar
Lui
Ele
Garde son univers et trace le trait idéal

Mantenha seu universo e trace o traço ideal
De l’homme parfait
Do homem perfeito
Dans les méandres
Nos meandros
Du petit matin
De manhã cedo

Il ne manquait rien
Nada estava faltando
Pa même un millionième de millimètre
Pa até um milionésimo de milímetro
Pas même un paradoxe
Nem mesmo um paradoxo
Juste un royaume à étendre
Apenas um reino para expandir

 Pas même une aiguille au bout de l’enfer
Nem mesmo uma agulha no final do inferno

Les ondes au-delà des cieux tremblèrent de mille ondulations
As ondas além dos céus tremeram com mil ondulações

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UN CORPS PARFAIT
*Un corps parfait- Jacky Lavauzelle