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Memórias Póstumas de Brás Cubas Mémoires Posthumes de Braz Cubas MACHADO DE ASSIS

Memórias Póstumas de Brás Cubas
Mémoires posthumes de Braz Cubas

La Poésie de Joaquim Maria Machado de Assis

Poema de Machado de Assis




Littérature Brésilienne
Literatura Brasileira

Joaquim Maria Machado de Assis
 Rio de Janeiro 1839 – 1908 Rio de Janeiro


joaquim-maria-machado-de-assis-artgitato




 

L’Œuvre de Machado de Assis

 Memórias Póstumas de Brás Cubas
Mémoires posthumes de Braz Cubas

Traduction Jacky Lavauzelle

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memorias-postumas-de-bras-cubas-memoires-posthumes-de-braz-cubas-artgitato-machado-de-assis

Ao leitor
Au lecteur

Que, no alto do principal de seus livros, confessasse Stendhal havel-o escripto para cem leitores, cousa é que admira e consterna.
Que, du haut de ses livres, Stendhal confesse avoir écrit pour une centaine de lecteurs, est chose admirable et consternante.

*

Capítulo Primeiro: Óbito do autor

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Capítulo II: O emplasto

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Capítulo III: Genealogia

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Capítulo IV: A idéia fixa

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Capítulo V: Em que aparece a orelha de uma senhora

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Capítulo VI: Chimène, qui l’eût dit? Rodrigue, qui l’eût cru?

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Capítulo VII: O delírio

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Capítulo VIII: Razão contra sandice

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Capítulo IX: Transição

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Capítulo X: Naquele dia

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Capítulo XI: O menino é pai do homem

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Capítulo XII: Um episódio de 1814

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Capítulo XIII: Um salto

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Capítulo XIV: O primeiro beijo

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Capítulo XV: Marcela

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Capítulo XVI: Uma reflexão imoral

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Capítulo XVII: Do trapézio e outras coisas

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Capítulo XVIII: Visão do corredor

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Capítulo XIX: A bordo

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Capítulo XX: Bacharelo-me

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Capítulo XXI: O almocreve

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Capítulo XXII: Volta ao Rio

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Capítulo XXIII: Triste, mas curto

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Capítulo XXIV: Curto, mas alegre

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Capítulo XXV: Na Tijuca

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Capítulo XXVI: O autor hesita

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Capítulo XXVII: Virgília?

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Capítulo XXVIII: Contanto que…

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Capítulo XXIX: A visira

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Capítulo XXX: A flor da moita

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Capítulo XXXI: A borboleta preta

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Capítulo XXXII: Coxa de nascença

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Capítulo XXXIII: Bem-aventurados os que não descem

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Capítulo XXXIV: A uma alma sensível

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Capítulo XXXV: O caminho de Damasco

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Capítulo XXXVI: A propósito de botas

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Capítulo XXXVII: Enfim!

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Capítulo XXXVIII: A quarta edição

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Capítulo XXXIX: O vizinho

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Capítulo XL: Na sege

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Capítulo XLI: A alucinação

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Capítulo XLII: Que escapou a Aristóteles

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Capítulo XLIII: Marquesa, porque eu serei marquês

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Capítulo XLIV: Um Cubas!

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Capítulo XLV: Notas

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Capítulo XLVI: A herança

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Capítulo XLVII: O recluso

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Capítulo XLVIII: Um primo de Virgília

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Capítulo XLIX: A ponta do nariz

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Capítulo L: Virgília casada

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Capítulo LI: É minha!

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Capítulo LII: O embrulho misterioso

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Capítulo LIII: . . . . .

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Capítulo LIV: A pêndula

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Capítulo LV: O velho diálogo de Adão e Eva

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Capítulo LVI: O momento oportuno

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Capítulo LVII: Destino

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 Capítulo LVIII: Confidência

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Capítulo LIX: Um encontro

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Capítulo LX: O abraço

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Capítulo LXI: Um projeto

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Capítulo LXII: O travesseiro

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Capítulo LXIII: Fujamos!

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Capítulo LXIV: A transação

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Capítulo LXV: Olheiros e escutas

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Capítulo LXVI: As pernas

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Capítulo LXVII: A casinha

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Capítulo LXVIII: O vergalho

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Capítulo LXIX: Um grão de sandice

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Capítulo LXX: D. Plácida

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Capítulo LXXI: O senão do livro

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Capítulo LXXII: O bibliômano

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Capítulo LXXIII: O « luncheon »

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Capítulo LXXIV: História de D. Plácida

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Capítulo LXXV: Comigo

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Capítulo LXXVI: O estrume

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Capítulo LXXVII: Entrevista

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Capítulo LXXVIII: A presidência

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Capítulo LXXIX: Compromisso

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Capítulo LXXX: De secretário

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Capítulo LXXXI: A reconciliação

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Capítulo LXXXII: Questão de botânica

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Capítulo LXXXIII: 13

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Capítulo LXXXIV: O conflito

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Capítulo LXXXV: O cimo da montanha

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Capítulo LXXXVI: O mistério

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Capítulo LXXXVII: Geologia

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Capítulo LXXXVIII: O enfermo

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Capítulo LXXXIX: In extremis

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Capítulo XC: O velho colóquio de Adão e Caim

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Capítulo XCI: Uma carta extraordinária

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Capítulo XCII: um homem extraordinário

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Capítulo XCIII: O jantar

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Capítulo XCIV: A causa secreta

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Capítulo XCV: Flores de antanho

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Capítulo XCVI: A carta anônima

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Capítulo XCVII: Entre a boca e a testa

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Capítulo XCVIII: Suprimido

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Capítulo XCIX: Na platéia

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Capítulo C: O caso provável

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Capítulo CI: A revolução dálmata

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Capítulo CII: De repouso

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Capítulo CIII: Distração

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Capítulo CIV: Era ele!

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Capítulo CV: Equivalência das janelas

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Capítulo CVI: Jogo perigoso

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Capítulo CVII: Bilhete

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Capítulo CVIII: Que se não entende

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Capítulo CIX: O filósofo

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Capítulo CX: 31

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Capítulo CXI: O muro

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Capítulo CXII: A opinião

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Capítulo CXIII: A solda

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Capítulo CXIV: Fim de um diálogo

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Capítulo CXV: O almoço

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Capítulo CXVI: Filosofia das folhas velhas

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Capítulo CXVII: O humanismo

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Capítulo CXVIII: A terceira força

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Capítulo CXIX: Parêntesis

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Capítulo CXX: « Compelle intrare »

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Capítulo CXXI: Morro abaixo

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Capítulo CXXII: Uma intenção muito fina

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Capítulo CXXIII: O verdadeiro Cotrim

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Capítulo CXXIV: Vá de intermédio

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Capítulo CXXV: Epitáfio

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Capítulo CXXVI: Desconsolação

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Capítulo CXXVII: Formalidade

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Capítulo CXXVIII: Na câmara

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Capítulo CXXIX: Sem remorsos

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Capítulo CXXX: para intercalar no Cap. CXXIX

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Capítulo CXXXI: De uma calúnia

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Capítulo CXXXII: Que não é sério

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Capítulo CXXXIII: O princípio de Helvetius

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Capítulo CXXXIV: Cinqüenta anos

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Capítulo CXXXV: « Oblivion »

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Capítulo CXXXVI: Inutilidade

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Capítulo CXXXVII: A barretina

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Capítulo CXXXVIII: A um crítico

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Capítulo CXXXIX: De como não fui ministro d’Estado

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Capítulo CXL: Que explica o anterior

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Capítulo CXLI: Os cães

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Capítulo CXLII: O pedido secreto

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Capítulo CXLIII: Não vou

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Capítulo CXLIV: Utilidade relativa

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Capítulo CXLV: Simples repetição

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Capítulo CXLVI: O programa

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Capítulo CXLVII: O desatino

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Capítulo CXLVIII: O problema insolúvel

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Capítulo CXLIX: Teoria do benefício

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Capítulo CL: Rotação e translação

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Capítulo CLI: Filosofia dos epitáfios

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Capítulo CLII: A moeda de Vespasiano

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Capítulo CLIII: O alienista

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Capítulo CLIV: Os navios do Pireu

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Capítulo CLV: Reflexão cordial

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Capítulo CLVI: Orgulho da servilidade

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Capítulo CLVII: Fase brilhante

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Capítulo CLVIII: Dois encontros

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Capítulo CLIX: Semidemência

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Capítulo CLX: Das negativas

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Memórias Póstumas de Brás Cubas
Mémoires Posthumes de Braz Cubas
MACHADO DE ASSIS

Ao leitor AU LECTEUR MEMORIAS DE BRAS CUBAS MACHADO DE ASSIS

Ao leitor
Memórias Póstumas de Brás Cubas
Mémoires posthumes de Braz Cubas

La Poésie de Joaquim Maria Machado de Assis
Poema de Machado de Assis




Littérature Brésilienne
Literatura Brasileira

Joaquim Maria Machado de Assis
 Rio de Janeiro 1839 – 1908 Rio de Janeiro


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L’Œuvre de Machado de Assis

 Memórias Póstumas de Brás Cubas
Mémoires posthumes de Braz Cubas
Ao leitor
Au lecteur

Traduction Jacky Lavauzelle

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Ao leitor
Au lecteur

*


Que, no alto do principal de seus livros, confessasse Stendhal havel-o escripto para cem leitores, cousa é que admira e consterna.
Que, du haut de ses livres, Stendhal confesse avoir écrit pour une centaine de lecteurs, est chose admirable et consternante.
O que não admira, nem provavelmente consternará é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cincoenta, nem vinte, e quando muito, dez. Dez?
Il n’est ni surprenant, ni probablement consternant, de savoir que cet autre livre n’ait pas même une centaine des lecteurs de Stendhal, ou cinquante, voire vingt ou dix tout au plus. Dix?
Talvez cinco.
Peut-être cinq.
Trata-se, na verdade, de uma obra diffusa, na qual eu, Braz Cubas, se adoptei a fórma livre de um Steme, de um  Lamb, ou de um de Maistre, não sei se lhe metti algumas rabugens de pessimismo.
Ceci est en fait une œuvre diffuse, dans laquelle moi, Braz Cubas, ai adopté la forme libre d’un Sterne, d’un Charles Lamb, ou d’un Xavier de Maistre, non sans y avoir immiscer un certain pessimisme acariâtre.
Póde ser.
Peut-être.
Obra de finado.
Une dernière œuvre.
Escrevi-a com a penna da galhofa e a tinta da melancholia;
Je l’ai écrite avec une plume espiègle et une encre mélancolique ;
e não é difficil antever o que poderá sair desse connubio.
et il n’est pas difficile de prévoir ce qui peut sortir de cette umbroglio.
Accresce que a gente grave achará no livro umas apparencias de puro romance, ao passo que a gente frivola não achará nelle o seu romance usual;
Je pense que les gens sérieux trouveront à ce livre une pure apparence de roman, alors que les gens frivoles ne trouveront pas la structure du roman habituel ;
e eil-o ahi fica privado da estima dos graves e do amor dos frivolos, que são as duas columnas máximas da opinião.
et ainsi je me trouve privé de l’estime des lecteurs sérieux et de la bienveillance des frivoles, qui sont les deux piliers de l’opinion.

*

Mas eu ainda espero angariar as sympathias da opinião, e o meio eíficaz para isso é fugir a um prólogo explicito e longo.
Mais je continue d’espérer pouvoir recueillir la sympathie de l’opinion ; et le moyen pour être efficace c’est de nous éviter un prologue trop explicite et trop long.
O melhor prologo é o que contém menos cousas, ou o que as diz de um geito obscuro e truncado.
Le meilleur prologue est celui qui contient le moins de choses, ou qui le dit de manière obscure et tronquée.
Conseguintemente, evito contar o processo extraordinário que empreguei na composição destas Memórias, trabalhadas cá no outro século.
Aussi, vais-je me dispenser des procédés extraordinaires utilisés dans la composition des mémoires, composés dans un autre siècle.
Seria curioso, mas nimiamente extenso, e aliás desnecessário ao entendimento da obra.
Ce serait curieux, mais assurément trop vaste, et tout-à-fait inutile à la compréhension de l’œuvre.
A obra em si mesma é tudo :
Mon travail est tout :
se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa;
si il te convient, fin lecteur, paye-moi de ma tâche ;
se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus.
si il te déplaît, je te paierai d’un soufflet et adieu !
*

Laurence Sterne
écrivain anglais
1713  Irlande – 1768 Londres
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Laurence Sterne par Sir Joshua Reynolds

*

Charles Lamb
Poète anglais
Londres 1775 – Londres 1834

*

Xavier de Maistre
écrivain savoisien de langue française
Chambéry 1763 – Saint-Pétersbourg  1852

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**

Ao leitor
AU LECTEUR
MEMORIAS DE BRAS CUBAS
MACHADO DE ASSIS

Œuvre de Joaquim Maria Machado de Assis

La Poésie de Joaquim Maria Machado de Assis
Poema de Machado de Assis




Littérature Brésilienne
Literatura Brasileira

Joaquim Maria Machado de Assis
 Rio de Janeiro 1839 – 1908 Rio de Janeiro
joaquim-maria-machado-de-assis-artgitato

 




 

La Poésie de

Joaquim Maria Machado de Assis

Traduction Jacky Lavauzelle

(Un Vieux Pays Texte écrit par Machado de Assis en français)

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Un Vieux Pays

Il est un vieux pays, plein d’ombre et de lumière,
Où l’on rêve le jour, où l’on pleure le soir ;

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Flor de Mocidade
Fleur de Jeunesse

Eu conheço a mais bella flôr;
Je sais quelle fleur est la plus belle ;
És tu, rosa da mocidade,
C’est toi, la rose de jeunesse,

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Memórias Póstumas de Brás Cubas
Mémoires posthumes de Braz Cubas

memorias-postumas-de-bras-cubas-memoires-posthumes-de-braz-cubas-artgitato-machado-de-assis

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La Prose de

Joaquim Maria Machado de Assis

 DOM CASMURRO
Roman – Romance
1899

dom-casmurro-machado-de-assis-artgitato-joaquin-sorolla-paseo-par-la-playa-1909-museo-sorolla-madridMachado de Assis

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MACHADO DE ASSIS
par Adrien Delpech
en 1910

Machado de Assis eut le rare bonheur d’être connu jeune et de mourir vieux. La consécration de son nom était un de ces faits contre lesquelles jeunes générations ne se rebellent plus. On prend le pli de la vénération tout comme un autre : Irène même servit au triomphe de Voltaire.

Ce fut un précurseur, ou plutôt un écrivain d’exception. En plein échevellement romantique, il se maintenait à l’écart, et, jusqu’à son dernier jour, il a conservé une place à part entre les auteurs brésiliens.

Longues périodes redondantes, phrases de contexture un peu molle, dont le rythme et l’harmonie sont souvent la qualité dominante, vision grandiose, mais parfois diffuse de la Nature et des événements, propension à l’enthousiasme et à l’emphase, voilà certes des tendances péninsulaires que les peuples de formation nouvelle conservèrent sur le Nouveau Continent. Je ne veux pas dire qu’il n’y ait que cela, mais il y a certainement de cela dans les poésies de Campoamor et dans celles de Gonçalves Dias, dans les discours de Castellar et dans ceux de Silveira Martins.

Or, si quelqu’un fut concis dans la forme, indifférent au style pompeux, et rebelle à la grandiloquence, ce fut incontestablement l’écrivain dont nous nous occupons.

D’où lui vint donc sa notoriété, qui le place à un si haut rang parmi les intellectuels de son pays ?

Peut-être de ce contraste même.

Dans l’exercice de tout art, il faut distinguer l’instinct des tendances acquises. L’un est fatal et physiologique, les autres peuvent être le résultat d’un idéal d’occasion. L’éducation modifie, mais ne refait pas un tempérament. Pourquoi l’évolution de l’intellectualité latine va-t-elle aujourd’hui de préférence vers l’ironie et la concision du style, c’est ce qu’on ne peut réduire à une loi. La réaction contre le romantisme, l’imitation de quelques coryphées, un certain goût pour la littérature scientifique et précise, y ont sans doute contribué. Mais rien ne permet d’affirmer qu’une réaction ne se produira pas demain. Il y a toujours eu des va et des vient. À l’éparpillement et à la prolixité du XVIe siècle a succédé la pondération classique ; à l’enthousiasme et au délaiement du romantisme, le sourire et le raccourci de notre temps. Encore reste-t-il à expliquer, si l’on admet que notre époque n’est pas du tout lyrique, pourquoi les pièces à panache de M. Edmond Rostand ont une si fulgurante carrière.

Machado de Assis possédait naturellement le don de condenser beaucoup d’idées en peu de phrases, et de découvrir les traits saillants des visages et des caractères. Ces qualités, beaucoup en reconnaissaient le mérite, qui ont continué de s’approvisionner au bazar de la rhétorique d’oripeaux de moins bon aloi. La sobriété, les teintes douces, l’ironie bienveillante de Machado de Assis n’offusquaient personne. Les délicats s’y complurent ; les truculents n’y virent point un péril pour leur gloire. On lui pardonna d’abord, on acclama plus tard son talent.

De là à être un auteur populaire, il y a loin. Machado de Assis n’a rien de ce qui plaît au grand public. S’il se trouve souvent des situations fortes dans ses contes, il dédaigna d’en tirer parti, et répugna toujours aux sentiments outrés et aux ficelles banales.

La masse ne s’intéresse guère qu’aux situations, tandis qu’elles ne sont qu’un prétexte pour l’artiste. On peut faire presque mécaniquement du feuilleton industriel et du roman commercial, en dosant l’impression à produire sur les nerfs des gens peu cultivés et sensibles ; c’est une question de pression et d’engrenages, comme pour les automobiles. L’art véritable demeure toujours supérieur à l’expérience et aux formules.

Il y a toujours chez un auteur populaire, fût-il même un grand poète comme cela se voit, un fond de philosophie courante et banale. Le gros public conserve de préférence dans sa mémoire les tirades poncives et les refrains d’orgue de barbarie. La foule n’aime que ce qui est tombé dans son domaine, qui est le domaine commun. Les idées vierges et les images neuves ne la séduisent pas. Elles ne lui plaisent qu’après avoir longtemps traîné sur le trottoir. Chez un poète de génie, ce qui agrée aux lettrés n’est généralement pas ce qui séduit la foule ; tout au moins les motifs d’admiration sont-ils différents.

Machado de Assis restera l’auteur favori d’une élite, ce qui est une garantie de survie. Il ne faut pas confondre célébrité et popularité : huit cent mille exemplaires d’un journal à grand tirage répandent en une matinée dans toutes les loges de concierges la bonne parole d’un feuilletoniste en vogue. Par contre, on n’a peut-être pas imprimé cinquante éditions de Kant en cent trente ans. Un auteur peut voir tirer ses livres à soixante mille exemplaires en six mois, ce n’est jamais qu’une élite qui maintiendra sa renommée. — En matière d’art, contrairement à la politique, on ne triomphe que par les minorités.

Machado de Assis était avant tout un curieux. Cet homme mince, effacé, qui se renfermait dans un cercle d’amis et n’avait point le don de la parole, étant né bègue, contemplait, à travers son lorgnon à minces cercles d’or, toutes les manifestations de l’âme humaine, avec une indicible satisfaction. Laideur ou beauté, infirmités morales ou saines manifestations d’équilibre, tout était pour lui matière à étude et à dilettantisme. Il s’enthousiasmait peu et ne s’indignait pas. Il avait sa place au parterre, et dans quel théâtre ! Employé supérieur du ministère de l’Industrie, ayant, je crois, suivi la filière, il vit grimacer dans son bureau et devant sa table les types les plus divers. Comme Molière chez son barbier, il contemplait le défilé. Depuis le ministre jusqu’au plus humble solliciteur, des gens de toutes conditions et de toutes mentalités se trémoussaient devant lui comme des marionnettes. La morgue des uns, la platitude des autres, le désir du lucre, les tripotages de toute sorte, l’écho des influences féminines et des secrets d’alcôve ; quelle série d’aspects pour un écrivain ! — Les ministres : il en connut au moins cinquante, dont les portraits jaunissent mélancoliquement dans l’antichambre du ministère. Parfois un de ses collègues devait se pencher vers lui pour lui dire : « Voici un tel… Savez-vous la nouvelle ?… » et les anecdotes réelles, les racontages, les médisances, et aussi les calomnies, moins laides souvent que la réalité toute crue, s’accumulaient dans sa mémoire, en un énorme dossier de documents humains.

Machado de Assis
Quelques Contes – Préface
Traduction par Adrien Delpech
Garnier Frères
1910
pp. v-xxix