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PESSOA Poemas Inconjuntos Poèmes Désassemblés Não basta abrir a janela

 Não basta abrir a janela
Poème de Fernando Pessoa
Alberto Caeiro
Poemas Inconjuntos
Poèmes Désassemblés





Traduction – Texte Bilingue
tradução – texto bilíngüe

Traduction Jacky Lavauzelle


LITTERATURE PORTUGAISE
POESIE PORTUGAISE

Literatura Português

FERNANDO PESSOA
1888-1935
Fernando Pesso Literatura Português Poesia e Prosa Poésie et Prose Artgitato

 





Poema de Fernando Pessoa
por Alberto Caeiro
Poemas Inconjuntos

Poème de Fernando Pessoa
Alberto Caeiro
POEMES DESASSEMBLES
1913-1914-1915

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Não basta abrir a janela

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Não basta abrir a janela
Il ne suffit pas d’ouvrir la fenêtre
 Para ver os campos e o rio.
Pour voir les champs, la rivière…

  

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Não basta abrir a janela

FERNANDO PESSOA – QU’EST-CE QUE LA MÉTAPHYSIQUE ? – O QUE É A METAFÍSICA? Fernando Pessoa Traduction Française

O que é a Metafisica ?
LITTERATURE PORTUGAISE
Literatura Português
Poésie Portugaise- poesia português
FERNANDO PESSOA
1888-1935
 

Álvaro de Campos
(Heterónimo de Fernando Pessoa
Hétéronyme de Pessoa)

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O QUE É A METAFÍSICA Fernando Pessoa Artgitato Traduction Française


 O QUE É A METAFÍSICA?
Qu’est-ce que la métaphysique ?

1924

 

Na opinião de Fernando Pessoa, expressa no ensaio «Athena», a filosofia — isto é, a metafísica — não é uma ciência, mas uma arte. Não creio que assim seja. Parece‑me que Fernando Pessoa confunde o que a arte é com o que a ciência não é. Ora o que não é ciência, nem por isso é necessariamente arte: é simplesmente não‑ciência. Pensa Fernando Pessoa, naturalmente, que como a metafísica não chega, nem aparentemente pode chegar, a uma conclusão verificável, não é uma ciência. Esquece que o que define uma actividade é o seu fim; e o fim da metafísica é idêntico ao da ciência — conhecer factos, e não ao da arte — substituir factos. As ciências realizam esse fim de conhecer factos — realizam‑no umas mais, outras menos — porque os factos que pretendem conhecer são definidos. Mas, antes de conhecidos, todos os factos são in‑definidos; e toda a ciência, em relação a eles, está no estado da metafísica. Por isso chamarei à metafísica, não uma arte, mas uma ciência virtual, pois que tende para conhecer e ainda não conhece. Se ficará sempre virtual, se o não ficará; se há outro «plano» ou vida em que deixe de ser virtual — são coisas que nem eu nem Fernando Pessoa sabemos, porque verdadeiramente não sabemos nada.
De l’avis de Fernando Pessoa, exprimé dans l’essai «Athena», la philosophie – autrement-dit la métaphysique – n’est pas une science, mais un art. Je ne le pense pas. Il semble que Fernando Pessoa confonde ce que l’art est avec ce que la science n’est pas. Maintenant, ce qui n’est pas de la science, n’est pas forcément de l’art : c’est tout simplement de la non-science. Fernando Pessoa pense, bien sûr, que la métaphysique ne pouvant apparemment se rendre à une conclusion vérifiable, ne peut donc pas être une science. Il en oublie que ce qui définit une activité : c’est sa fin ; et la fin de la métaphysique est identique à la fin de la science – la connaissance des faits, et non à fin de l’art – qui remplace les faits…